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RELACIONAMENTO AMOROSO

Relacionamento amoroso é um assunto delicado em nossa sociedade por gerar tantas decepções e sofrimentos. Refletindo e discutindo o assunto com vários amigos, resolvi escrever sobre o que eu penso.

Quem me conhece sabe o quanto mudei desde o meu último namoro, de quase 5 anos. Desde então, comecei a questionar as minhas atitudes, que, no fundo, iam de encontro às coisas pelas quais eu acreditava. Comecei a me perguntar porque eu vivi um namoro típico de um relacionamento perfeito para a sociedade e não fui, por muito tempo, feliz naquele formato. Vocês já se questionaram o porquê de viver como “manda o figurino” e mesmo assim não se sentirem completos, felizes ou realizados?

De onde vem tudo isso? – indaguei.

Primeiro, nós aprendemos que precisamos rotular os relacionamentos – eles precisam se encaixar em algum lugar para ser aceito. Segundo, aprendemos que ao se relacionar “somos um só”, aquela pessoa é sua e você é dela – posse. Terceiro, precisamos encontrar alguém, se estiver sozinho alguma coisa está errada – cobrança. Aprendemos que precisamos de alguém para nos amar. E onde entra nosso amor-próprio?

Buscamos por aceitação o tempo todo e esquecemos de olhar para nós mesmos.

Pude perceber o quanto as regras impostas, para mim, eram falhas em vários sentidos. Concluí que os padrões limitavam eu sentir e viver o que realmente estava ali, agora.

Não podemos achar nenhuma outra pessoa bonita, precisamos controlar o que a pessoa faz o tempo todo, não podemos sair e, quem dirá, fazer uma viagem sozinho. Criamos o sentimento de que aquela pessoa pertence a nós, que temos poder sobre ela – deixando de lado toda sua individualidade de ser único. Projeta-se no outro todas as sua vontades que precisam ser supridas.

Minha visão é que não existe um modelo ideal (não precisa existir). Existe o que te faz bem e o que te agrega. Não precisamos criar padrões para sermos aceitos. Até porque, se o padrão atual fosse o “correto”, todos estariam vivendo felizes seus relacionamentos afetivos. É o que acontece? – fica a reflexão.

Questionar o que não está te fazendo feliz é o primeiro passo. E o que realmente vai te fazer?

Para mim, relacionamento é conexão. É você sentir que precisa viver aquilo – seja o que for – sem necessidade de rotular qualquer coisa. Relacionamento amoroso são duas pessoas diferentes, com vidas diferentes unidas para crescer, para levar a outra algum aprendizado. Somar experiências. São pessoas livres – livres para escolher estar ali, podendo estar em qualquer outro lugar.

Cada um precisa da sua essência e tem uma vida independente. Respeite o outro e o seu momento. Viva de forma natural o que vem. Se ame, pois você só consegue entregar o que já existe dentro de você.

Assim, além do entendimento de que cada ser é único e livre, é preciso compreender que cada um tem uma jornada e um caminho a seguir. Seja grato por poder fazer parte desse caminho. Agregue e some. E se algum dia for hora de viver outra jornada, seja a pessoa recordada pelo amor – que vai tirar um sorriso do rosto de alguém ao ser lembrada.

Seja você o amor que deseja no outro e não projete isso nele. Quando o amor-próprio aparece, a liberdade de ser se torna mais clara e o relacionamento deixa de ser uma necessidade e passa a ser só o que existe: amor e conexão.

Sou muito julgada por expor a minha forma de pensar e já sofri muito com essa cobrança, mas hoje não tenho mais medo de julgamentos. Não preciso classificar meus relacionamentos: estou (ou não) com quem soma na minha vida, quem faz eu me sentir inteira. O resto, são apenas nomes dados a momentos, que se perdurarem, será um incrível caminho de admiração, respeito e cumplicidade.

Afinal, não somos propriedade de ninguém, somos parceiros de vida.

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3 Comentários

  • Reply Bruna

    Sem palavras para esse texto!!!

    19 de outubro de 2017 at 11:03
  • Reply Anna Paula

    Gra.. primeiramente queria elogiar suas postagens. Sempre tem algo a se refletir e são muito interessantes.
    Especificamente sobre esse texto, que li somente hoje, me deparei cometendo alguns erros no dia a dia. Principalmente por depositar na outra pessoa uma expectativa minha.
    Exemplo: hoje, ao final do dia, eu estava com minhas pernas doloridas (doidaaa por uma massagem). Queria realmente que alguém fizesse massagem em mim (quem não quer né?). Mas percebi que não precisava de outra pessoa para resolver essa questão… logo após esse pensamento, eu simplesmente fiquei uns 30min fazendo massagem em mim, me curtindo carinhosamente.
    Talvez em outras situações, eu ia ficar na vontade e na expectativa de “alguém” se oferecer fazer massagem em mim.
    Posso dizer que seu texto fez eu mudar uma atitude importante em mim.
    Obrigada 🙂

    7 de novembro de 2017 at 20:06
    • Reply Grazi Alves

      Linda Anna! Fico muito feliz por estar fazendo dos seus dias melhores. É ótimo quando podemos dar ao outro o que aprendemos a dar para nós mesmos. Vamos continuar compartilhando essas mudanças que vamos longe! beijinhos!

      9 de novembro de 2017 at 21:17

    Responder